Porque a presença não
bastou
O vento te chamou
Deixei-te livre para
escolher
Abri mão de te
prender
Sem nada concreto
Respirei o incerto
E doeu
Mas passou
E feriu
Mas aliviou
Porque quem se
ausentou
Não voltou
E a falta cobriu
A saudade que ficou
Quem se fez
transparente no vento
Ficou invisível com o
tempo
E esquecer foi meu
único contento.
(Medeiros, Ana Paula)

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