segunda-feira, 17 de junho de 2013

De amor eu não abro mão



Tem algo muito gostoso na forma em que a gente aprende cada pessoa. Quando os olhos de alguém brilham ao falar sobre o que os agrada ou incomoda, um mundo inteiro de sentimentos alheios se abre… e isso deveria ser certamente considerado uma conquista. Pelo menos p’ra quem sabe apreciar.

Eu tenho essa teoria: é isso que os relacionamentos têm. Queira ou não, amar alguém consiste em se importar em especial com aquela pessoa - e tudo o que ela traz consigo. Amar é ter o dom de se importar menos com si próprio.

E não só com um cara que você conhece e de súbito se apaixona. Tudo bem, eu reconheço a beleza desse amor, mas é limitado demais pensar que é só isso. Nada me impede de amar os meus pais, meu melhor amigo ou o meu irmão. Amo quem sorri p’ra mim na rua, nem que só por um segundo, mas amo. Amo aquela criancinha linda que acenou pra mim no restaurante e amo o cara que escreveu a música que me explica o sentido da vida.

Amar a quem quer, a quem gosta, a quem precisa. Amar por carinho, por respeito, afeição ou empatia - mas amar.

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