Francamente
tenho uma queda por aqueles “tipinhos” inteligentes que nos seduzem de todas as
maneiras possíveis com o bom uso do português. A forma culta como sambam nas
palavras desconhecidas e como as tratam tão intimamente. Aqueles cujo os títulos
são maiores do que seu sobrenome e seus inúmeros
diplomas vão além de qualquer subestimação da sociedade. Leem como ninguém, a
leitura lhes parece uma companheira incondicional. Tem como amiga a literatura
e um discernimento político incontestável, não pela sua preferência (que é
pessoal) e sim por seus embasamentos firmes. Eles sabem discutir, persuadir,
têm um charme pessoal, contatos indispensáveis e um gosto musical para lá de
seletivo. Suas piadas exalam o sarcasmo da inteligência múltipla que só entende
quem os conhece e a gastronomia normalmente engloba cardápios em variedades,
sobreposições de um aguçado paladar incrivelmente delicioso. As roupas não
precisam necessariamente ser uma gravata em conjunto com um terno negro e
prepotente, podem também estar avulsos de poses desnecessárias, até mesmo
descontraídos são elegantes. São
assim, alguns por influências de classe, outros por batalhar pelo melhor de si
ou porque tiverem grandes oportunidades, enfim.
Mas nem sempre essa bagagem acadêmica, literária, política, musical e gastronômica tem os que costumamos subestimar. Por estes não tenho “queda”, tenho paixão. Pessoas sem tantas condições ou oportunidades escolares. Pessoas que aprendem poesia em dia-a-dia. Que sentem a canção do exílio ao vivo. Que escutam o que o rádio seleciona, mas que cantarolando prosseguem a caminhada. Pessoas que desconhecem as frescuras muitas vezes desnecessárias de nossa amada língua portuguesa, mas que aprendem significados e lições de vida que são de valores indescritíveis a qualquer dicionário com a norma culta. Existem aqueles que com suas opções entre lutar e reclamar fizeram o que tinham que fazer e venceram sem pestanejar. Alguns destes ainda pastam com nossa sociedade que não tem olhos para tamanha riqueza, alguns destes ainda estão isolados de um tratamento humanamente considerável e um saneamento básico aceitável. São escravos dependentes de políticos clichês promissores e doações supostamente generosas. Eles têm fome e anseio por comerem o que quererem e não o que deu para comer. Tem vontades, sonhos, e bagagem, ah! que bagagem. Bagagens que foram ganhas também com esforços, também com luta, luta soada, luta nem sempre vencida.
Esses assoviam Machado de Assis inconscientemente, cantam Chico Buarque com a alma, vestem a cara da dignidade e a subestimação da sociedade cega, que sensibiliza Vinicius de Moraes e não enxerga um terço da realidade que quem supostamente não tem cultura esfrega na cara do mundo.
Agora senta e escuta: Esse é o outro lado da moeda.
Mas nem sempre essa bagagem acadêmica, literária, política, musical e gastronômica tem os que costumamos subestimar. Por estes não tenho “queda”, tenho paixão. Pessoas sem tantas condições ou oportunidades escolares. Pessoas que aprendem poesia em dia-a-dia. Que sentem a canção do exílio ao vivo. Que escutam o que o rádio seleciona, mas que cantarolando prosseguem a caminhada. Pessoas que desconhecem as frescuras muitas vezes desnecessárias de nossa amada língua portuguesa, mas que aprendem significados e lições de vida que são de valores indescritíveis a qualquer dicionário com a norma culta. Existem aqueles que com suas opções entre lutar e reclamar fizeram o que tinham que fazer e venceram sem pestanejar. Alguns destes ainda pastam com nossa sociedade que não tem olhos para tamanha riqueza, alguns destes ainda estão isolados de um tratamento humanamente considerável e um saneamento básico aceitável. São escravos dependentes de políticos clichês promissores e doações supostamente generosas. Eles têm fome e anseio por comerem o que quererem e não o que deu para comer. Tem vontades, sonhos, e bagagem, ah! que bagagem. Bagagens que foram ganhas também com esforços, também com luta, luta soada, luta nem sempre vencida.
Esses assoviam Machado de Assis inconscientemente, cantam Chico Buarque com a alma, vestem a cara da dignidade e a subestimação da sociedade cega, que sensibiliza Vinicius de Moraes e não enxerga um terço da realidade que quem supostamente não tem cultura esfrega na cara do mundo.
Agora senta e escuta: Esse é o outro lado da moeda.
Ana Paula
Medeiros

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