Olhos grandes cheios de verdade, sorriso largo cheio de certeza. Enxerguei tanto ao olha-lo, além de um homem tão sério, um menino inseguro. Eu o reconheci grande, e que grande sonhador! Teimava em proclamar as verdades que ninguém ouvia, brigou com o impossível, lutou com o improvável, me fez prestar atenção em uma história que já havia começado antes da minha. Eu fiquei aqui, intacta, olhei o trailer do seu filme, enxerguei a história, atentei-me para ela com a mais absoluta cautela, cuidei dos seus detalhes como se fossem os meus, me reconheci em cada um deles, e quando percebi você fazia morada em mim. Um folgado, eu sei...Deveria tê-lo expulsado antes do seu filme começar, antes da história me envolver, antes que você hospedasse em meu peito qualquer admiração que me levaria a terminar o que comecei, droga! Eu o deixei entrar, e não sei se deveria me culpar ou parabenizar o meu senso acolhedor de sonhadores, meu radar para brilhos diferentes, minha insistência em acreditar (assim como você) no impossível.
Quando percebi já estava tão ligada a sua história que sonhei com um final feliz bem parecido com o seu, e se por ventura, meu bom Senhor permitisse a coincidência de que fosse o mesmo, então estaria completa!
Você é poesia de Deus em minha vida, e é uma das formas mais belas que ele encontrou para mostrar-me sua graça, sua forma de amor gratuito, seu encantamento e admiração pela humanidade sem retribuição imediata, quem sabe até sem ela.
Loucura e talvez minha maior sanidade, perdoe-me, não se sinta impressionado, não tente entender e que eu não permita que meus exageros corrompam o espelho de minha alma escrito e descrito a você.
Se pudesse fazer-te um pedido (o único e talvez o mais nobre) pediria para me fazer feliz. E se o importuno lhe impedir, então que sejas feliz apenas, continue a me fazer sorrir mesmo que de longe, por você, por vê-lo feliz.
Vai lá e realiza, pequeno-grande-SONHADOR!
Ana Paula Medeiros.

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