Somos o hoje e morremos pelo amanhã com uma ansiedade insana motivada pelo desejo de ser feliz. Sem esse muito tão exagerado, desfiado, guardado para um futuro incerto existem mil e um refletores de mansidão e calma espalhados pelo mundo em tons de simplicidade. Não gritam, não ardem, não precisam de anúncios e trazem uma felicidade embalada com fitinha e tudo.
Taí Cecilía, a felicidade em cada balão, nos livros que você já leu, em cada gole de café que bebeu, naquela música que casou com sua alma, no bolo queimado feito tentando acertar.
A vida é um eterna tentativa de acertos, ninguém é perfeito e cada farol de tentativa acrescenta em você, Cecília pequena, um motivo novo para não errar. Da uma olhada nesse sol casando com as nuvens laranjas no fim da tarde e perceba sua felicidade, perca essa mania de ser feliz sem notar.
Medeiros, Aninha.

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