segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Expectativas em bolas de vidro...


Expectativas em pessoas. Uma bola de vidro nas mãos de uma criança. Semelhanças. Decepcionante não?
De fato vejo nexo em esperar que as arvores deem frutos nas datas correspondentes, vejo nexo em esperar que flores desabrochem na primavera, vejo nexo em esperar que um passarinho quando preso tente fugir. Só não existe nexo que justifique esperar pelo o que não vem de você, pelo que não virá pela lei da natureza, da primavera, do instinto...
Pessoas são variáveis, mudam, se reformulam, se transformam. Pessoas são crianças, quem me dera que na essência, crianças só por brincarem de ser. Crianças com bolas de vidro, cuidando para que não quebre. Inútil. Se nem nós nos deciframos, se nem nós podemos nos assegurar de nossas atitudes o tempo inteiro que dirá dos outros, que dirá as outras crianças cuidando de suas bolas de vidro. Temos responsabilidades com nosso ego e comprometimento com o que queremos primeiro por que faz parte do nosso instinto. Ninguém fará algo que espera por que você espera que o faça, farão quando quiserem, quando der na telha.
Você espera de alguém que tem esperança por outro alguém, e tem também quem espere de você. Confuso. Creio que exatamente por isso não de deixamos de esperar nunca. Quem explica essa confusão? E quem tenta explicar entende?
Amar o ser humano não pelo que ele pode ou não fazer por mim, e sim por ele em si, pelo que ele é. Trocando perspectivas por expectativas, pensamentos por atitudes, sonho por realidade. A sua felicidade não pode depender do que não depende de você. Teorias complexas, difíceis de praticar. Quer a verdade mais pura e sincera de toda ladainha falada até então? Ninguém largará a sua própria bola de vidro para cuidar da sua.
Espere se quiser, mas espere o que vier...Só não garanto que virá!
— Ana Paula Medeiros

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