Crítica a inércia da sociedade que insiste em declarar igualdade onde só existe diferenças.
Poucos tem muito e muitos não tem nada, é assim que vivemos e é assim que fingimos não viver.
Seu espaço na limousine,
É o meu aperto no busão.
Sua hora marcada no salão,
É o meu atraso pro patrão.
Sua alimentação selecionada,
É a minha feijoada.
Seu sono de beleza,
É meu cochilo sobre a mesa.
Sua bolsa da Prada
É minha "bolsa família" esgotada
Quantas mentiras na minha verdade
E que diferença de "igualdades"
É tanto jazz no meu RAP
Muito mais que a diferença de CEP
Diante do pai somos iguais,
Muito mais que a diferença de CEP
Diante do pai somos iguais,
Já pelo capitalismo somos verdadeiros animais.
(Medeiros, Ana Paula.)

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