Cada parte desse tudo, desse mundo
Você encontra no tropeço um sorriso
E uma tristeza no que um dia foi tão alegre.
Quem entenderá o vazio do amor ausente?
E conjugará o verbo certo ao amigo carente?
Afinal, que parte do conselho a gente pode ouvir?
A escolha certa é aquela que já estava aqui
No que já havia sido pensando mas precisava ser confirmado.
Entre vírgulas as dúvidas de consequências
Mas não faz mal arriscar
Por que o mal de arriscar e tropeçar
Vem para o bem de não mais errar,
Cada decisão ainda que errada nos faz mudar
E transforma mais um tropeço em sorriso
Por que se aprende a viver no improviso.
Que o tudo desse mundo não mude
Por que nesse vem e vai
Escolhemos a poesia perfeita
Poesia inundada do incerto
Um precípicio, de certo
E quem não quer cair as vezes?
Inconcientemente a crainça se deixa cair
E mesmo de joelhos ralados
Jamais deixaria que o vento no rosto
A impedisse de subir na bicicleta.
(Medeiros, Ana Paula)
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