sexta-feira, 7 de março de 2014

Explicar o inexplicavél


Eu ouvi dizeres de amor, mas nunca ouvi motivos plausíveis para sua existência. Nas delongas frases havia beleza, esplendor, graça, mas nunca sentido.
Que sentido há no encantamento? E o que sentido nos faz senti-lo?
Assim como os milagres, poesias de amor não se explicam. O amor por si só, como o maior dos milagres mão quer motivos, quer jeitos.
Quem ama encontra jeito. Quem ama estuda jeito. Quem ama fala com jeito. Quem ama, ama jeito.
Por que no final de tudo nós não nos apaixonamos por motivos, são os jeitos, os jeitinhos. Os inexplicáveis 'não sei o que' que nos fazem amar incondicionalmente.

(Ana Paula Medeiros) 

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