segunda-feira, 10 de março de 2014

O semeador de sorrisos

Éramos a alegria e o sorriso, juntos, contra a inércia do mundo em fazer piadas nos dias de chuva. Dançávamos nos pingos gelados dando "tchauzinho" para a infelicidade alheia. 
Havia um puxador em seu lábios, ele o fazia transmitir felicidade em qualquer estação do ano. Nunca conheci ninguém com tanto domínio na arte de contagiar qualquer alma vazia de gargalhadas.
 Você NÃO SE FOI antes de arrancar dezenas de sorrisos diários onde passou. Partiu e deixou a doce sensação de que nunca partiria. As piadas continuaram a fazer sentido sem você, só não havia mais graça.
Ah! Semeador de sorrisos se soubesse que colhia a tristeza alheia, preparava a terra do humor e plantava uma gargalhada bem doída, dessas que doem quando a gente ri muito e doem também por não ter mais o que doer. A dor da gargalhada era tão melhor do que a dor a sua ausência, que troca injusta me foi dada.

(Á um semeador de sorrisos que não viveu para me ver sorrir enquanto escrevia sobre ele.)

Ana Paula Medeiros.

Nenhum comentário: