terça-feira, 15 de novembro de 2011

Sem essa de “comercial de margarina”


Não é preciso estar o tempo todo feliz ou esbanjando alegria e todos os derivados. Nem se isso fosse possível, nem se todos os desamores e decepções da vida fossem anulados pela forte resistência de sua felicidade.
Você também pode estar triste e isso não precisa ter ligação com a culpa. O ser humano tem necessidade disso, tem necessidade de se deixar recolher, nem que por um momento se quer, mas também tem como mania se questionar por isso, questionar seu próprio direito de sentir, sua própria natureza. E argumenta. Argumenta a felicidade alheia, argumenta o quanto todos estão felizes. Mas o outro também sente, o outro também chora como você por coisas tolas, também vivência momentos difíceis, também se sente solitário às vezes. Tudo bem. Tudo bem uma lágrima expressiva desde que ela venha acompanhada do alívio de sentir, do alívio de melhorar.
As pessoas sempre querem mostrar umas as outras que estão felizes, que estão bem. Como se felicidade fosse algo para ser mostrado, exibido. Felicidade não se mostra até porque a inveja predomina, felicidade a gente vive.
Ninguém supera o que não aceita, ninguém enfrenta o que não quer enxergar. Quando se quer superar um momento difícil você não o questiona você o vive, porque no fim de tudo não é o que queremos? Viver... Viver sem culpa de sentir, viver e se amar mesmo nas dificuldades, mesmo sabendo que o hoje foi amargo, que hoje o mar não estava para peixe?
O que diferencia a verdadeira felicidade não é tê-la sempre, mas saber lidar com as tristezas...Saber lidar TAMBÉM com os momentos difíceis.
— Ana Paula Medeiros

Nenhum comentário: